ASSOCIAÇÃO DE MARIA AUXILIADORA

A Associação de Maria Auxiliadora (ADMA) oferece uma caminhada de santificação e de apostolado, segundo o carisma salesiano. A ADMA foi fundada por Dom Bosco no dia 18 de abril de 1869, junto ao Santuário de Maria Auxiliadora, em Valdocco, Turim (Itália), com a finalidade de promover e defender a fé cristã do povo simples.

A ADMA fomenta – como no «Sonho das Duas Colunas» de Dom Bosco – o culto da Eucaristia e da devoção a Nossa Sra. Auxiliadora, sob todas as formas, públicas e privadas, aprovadas pela Igreja, dedicando especial atenção às Famílias e aos Jovens.

A Associação de Maria Auxiliadora é um Grupo da Família Salesiana e está presente em todo o mundo, especialmente junto às obras dos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Trabalha em comunhão e fidelidade com os Pastores da Igreja e em colaboração com os outros Grupos eclesiais, especialmente com os Grupos da Família Salesiana.

Se deseja conhecer melhor a Associação de Msria AUXILIADORA escreva a <fgino44@gmail.com>. Indique a cidade em que vive: fá-lo-emos contactar quanto antes por um dos nossos responsáveis mais próximos a Você.

 

Em anexo o Regulamento da ADMA disponível para download em apenas um click

http://domboscoangola.org/db/sites/all/files/DOCUMENTO - REGULAMENTO DA ADMA.docx

 

ASSOCIAÇÃO DOS DEVOTOS DE MARIA AUXILIADORA

Organizador nato, Dom Bosco não deixava o culto a Maria Auxiliadora apenas à devoção espontânea. Dava-lhe estabilidade com a Associação que dEla recebe o nome. As testemunhas diretas viram nessa instituição uma das iniciativas mais caras a Dom Bosco e de mais vasta ressonância depois daquela das duas congregações religiosas e da associação dos cooperadores.

Ele mesmo traçava suas origens no fascículo Associação dos Devotos de Maria Auxiliadora canonicamente erigida na Igreja a Ela dedicada em Turim com informação histórica sobre este título, pelo sacerdote João Bosco. Após a apresentação Ao leitor, alguns pequenos capítulos evocavam a história do título Auxiliadora, da Bíblia à batalha de Lepanto (1571), à libertação de Viena em 1683 e, enfim, à instituição da festa feita por Pio VII em 1814.

Breves páginas eram dedicadas à Devoção a Maria Auxiliadora em Munique e em Turim e aos favores espirituais concedidos por Pio IX ao santuário turinense.  Seguiam documentos relativos à aprovação canônica daAssociação. O primeiro era de abril de 1869, a Súplica de Dom Bosco ao arcebispo de Turim, "para a aprovação canônica da Associação". Nela pedia que "tomasse em benigna consideração" o "pio projeto" e examinasse os seus Estatutos e – professando a costumeira ilimitada disponibilidade – "acrescentasse, tirasse, alterasse" o que, "com todas as cláusulas" "julgasse mais oportuno para promover as glórias da Augusta Rainha do Céu e o bem das almas". A aprovação de D. Riccardi de 18 de abril era benévola e generosa, em sintonia com o breve de 16 de março com que Pio IX concedera à Associação que seria erigida amplas indulgências que valiam por dez anos.

A última parte do fascículo continha o texto do estatuto, uma longa série de orações e práticas devotas com a indicação das relativas indulgências; depois, uma breve catequese Sobre as indulgências em geral, o decreto de 22 de maio de 1868, com que Pio IX concedia a indulgência plenária a todos os que "religiosamente" tivessem visitado "a igreja dedicada em Turim a Maria Virgem Imaculada sob o título de Maria Auxiliadora, na festa titular da mesma igreja ou num dos dias precedentes".

Como lhe era costumeiro, na apresentação de documentos importantes, Dom Bosco atribuía a origem da Associação a "repetidos pedidos", vindos "de todas as partes e de pessoas de todas as idades e condições", durante e depois da construção e consagração da igreja. Pensava-se em associados "que unidos no mesmo espírito de oração e piedade fizessem obséquio à grande Mãe do Salvador invocada com o belo título de Auxiliadora dos Cristãos".

Também nesta circunstância, Dom Bosco redigia velozmente os estatutos que não eram uma obra prima de organicidade doutrinal e jurídica, mas brilhavam por serem imediatos e práticos. Retornava à estreita ligação estabelecida habitualmente por ele entre devoção a Maria SS. e Jesus presente no SS. Sacramento da Eucaristia. A matéria era dividida em três títulos, o primeiro sem cabeçalho: a finalidade e os meios, as vantagens espirituais, a aceitação. A inscrição era aberta a todos sem condições particulares (Aceitação, art. 1-3).  Aos associados eram propostas as seguintes finalidades: zelo em aumentar a piedade, a espiritualidade, o culto: "promover as glórias da divina Mãe do Salvador" (art. 1); "dilatar a devoção à Beata Virgem e a veneração a Jesus Sacramentado" (rt. 2), esforçando-se "com as palavras, o conselho, as obras e a autoridade para promover o decoro e a devoção nas novenas, festas e solenidades que no decurso do ano se fazem em honra à B. V. Maria e ao SS. Sacramento" (art. 3); além disso, favorecer "a difusão de bons livros, imagens, medalhas, 'santinhos', intervir e recomendar a intervenção nas Procissões em honra de Maria SS. e do SS. Sacramento, a Comunhão freqüente, a assistência à santa Missa, o acompanhamento ao Viático" (art. 4); dar-se "o máximo cuidado em relação a si e às pessoas" "dependentes para impedir a blasfêmia e qualquer discurso contrário à religião e porquanto deles depender, remover todo obstáculo que possa impedir a santificação dos dias festivos" (art. 5).

Os meios eram reduzidos a uma intensa vida de piedade pessoal: "Aproximar-se da santa Confissão e Comunhão a cada quinze dias ou uma vez ao mês e ouvir todos os dias a santa Missa desde que as obrigações do próprio estado o permitam" (art. 6); aos simples fiéis, eram sugeridas jaculatórias apropriadas pela manhã e à noite, e, aos sacerdotes, a intenção de rezar na santa Missa por todos os Agregados à pia Associação: "Estas orações – sublinhava – servirão de vínculo a unir todos os associados num só coração e numa só alma para dar a devida honra a Jesus oculto na santa Eucaristia e à sua augusta Mãe, participar de todas as obras de piedade que cada Associação cumprirá" (art. 7).  Ao crescimento espiritual dos associados, no "fazer comunhão de todas as boas obras", orações e indulgências, proviam com abundância também os oito artigos intitulados Vantagens espirituais.

Para maior difusão da Associação, Dom Bosco obteve a sua ereção como Arquiconfraria, com a faculdade de a ela agregar associações semelhantes já existentes ou a serem erigidas. Pio IX o concedia com o breve Sodalitia Fidelium de 5 de abril de 1870 que, porém limitava a faculdade de agregação à arquidiocese de Turim. Com sucessivo breve Expositum Nobisde 3 de março de 1877, a faculdade era estendida a todas as dioceses do Piemonte. Após a morte de Dom Bosco, Leão XIII, primeiro com o breveAdmotae Nobis preces de 15 de junho de 1889, concedia a faculdade de agregar todas as associações semelhantes "erigidas ou a erigir-se em qualquer igreja ou oratório público pertencente à Sociedade salesiana e onde quer que se encontrem"; depois, com o breve Cum multa de 19 de janeiro de 1894, confiava em perpétuo ao Reitor-Mor dos Salesianos e aos seus sucessores a faculdade de poder "válida e licitamente erigir outras associações do mesmo nome e instituto em todos os lugares onde existam casas e igrejas da Congregação e agregar à acima mencionada Arquiconfraria as associações erigidas; dois anos depois, com o breveSodalitas de 15 de fevereiro de 1896, concedia ao Reitor-Mor e aos seus sucessores a faculdade de "agregar à mesma Arquiconfraria", existente na igreja de Maria Auxiliadora em Turim, outras associações da mesma finalidade e teor em qualquer igreja ou diocese em que estejam canonicamente erigidas". Enfim, a S. Congregação dos Religiosos, com rescrito de 31 de julho de 1913 conferia o privilégio de o Reitor-Mor poder erigir canonicamente as Associações dos Devotos de Maria Auxiliadora também nas casas do Instituto das FMA e agregá-las à Primária de Turim.

 

brasaoadma.png